Ano 10 – vol. 07 – n. 39/2022
Mesmo diante da cumplicidade comprovada pelo silêncio da imprensa engajada é impossível alguém não ter lido alguma coisa sobre um senhor chamado Marcos Valério.
Não se trata de um herói. Não me venham querer incensar quem um dia se misturou com larápios. Até os bandidolatras não podem negar: ele sabe de tudo, ou pelo menos do que quis revelar até agora. E, mais do que antes, deve estar com a cabeça a prêmio.
O Brasil foi roubado (e muito) sob o comando de quem adora rememorar que veio do nordeste, mas que na hora de ajudar seu povo optou por financiar ditaduras ligadas sabidamente ao narcotráfico.
Não adianta negar. Não adianta omitir. A imprensa do Brasil logo será ainda mais desmoralizada, pois as denúncias do ex—general Hugo Armando Carvajal Barrios irão bem mais além do que a ligação do narcotráfico com governos latino-americanos. É uma questão de tempo.
Hoje, quando a imprensa, mergulhada em cumplicidade pela abstinência financeira, em plena militância que subverte fatos, inventa notícias e quando não consegue negar as realizações do atual governo (que também não deve ser incensado porque apenas está cumprindo seu dever, não faz favor algum) logo se cerca do “mas” para confirmar a preferência política. Não olha, contudo, para o espelho para ver a ameaça do controle da mídia.
Infelizmente, no Brasil de hoje, dois grandes pilares necessários à defesa da democracia descumprem seu papel: 1) o Poder Judiciário e toda a estrutura que junto a ele funciona que, embevecido pelo espírito aristocrático do STF, se põe acima de tudo e de todos, inclusive da Constituição da República, a quem deveria respeitar e guardar, 2) a imprensa que se descuida do país e vigorosamente se opõe à vontade majoritária, ainda quando isto signifique sacrificar a própria liberdade.
Vejo, com preocupação, essa indiferença cúmplice. Nenhuma sociedade sadia pode sobreviver assim, sobretudo quando está mais do que explícito que a “República do PCC” se abraça com organizações partidárias que recebem financiamento público. Ou seja, o cidadão financia quem o rouba para seguir roubando.
Hoje, ao se olhar no espelho a única escolha que você não tem é de congelar sua imagem, porque o presente do indicativo é só um tempo verbal. Mas no espectro do espelho que espalha um fio de lucidez você bem pode ser o exemplo para si, para sua família, para seu país.
Como sempre, didático e preciso! A situação que estamos vivendo é preocupante e merece atençáo!