Ano 02 – vol. 10 – n. 10/2014
CONTRIBUINDO PARA MINIMIZAR O NÚMERO DE “INOCENTES (IN) ÚTEIS, SEM IMPORTAR PROFESSORES DE CUBA.
Há gente que nem precisa dizer que vota na candidata do apedeuta.
Basta verificar a inconveniência que já da pra sacar.
É óbvio que não são todos. Há os ignorantes, os bucéfalos, há os dementes e até os intelectuais úteis.
Embora da carreira do magistério, ministro aula só na Academia. Hei por bem abrir uma exceção para esclarecer a algumas dessas pessoas (vejam: não são todos; só a maioria) pontos fundamentais.
Linha do tempo não é um espaço diante da fábrica onde você toma cachaça. Muito menos um espaço com ar condicionado onde são sorvidas taças de Romanée-Conti. Cada um tem a sua. Portanto, linha do tempo não é bunda que todos têm, e alguns saem dando de qualquer jeito e em qualquer lugar.
Opinião é diferente de agressão. Agressão pode ser desde “cumpanhero”(e aí temos uma agressão ao idioma), ou simplesmente “eu não conheço”, “eu não vi”, “eu nunca falei com ele” etc., e neste caso, a opinião não passa de uma mentira repetida.
Eleição é uma das formas de manifestação do Poder Constituinte Derivado, aquele que da fundamento à Constituição da República (artigo 1, parágrafo único, combinado com o artigo 14). Aqui é necessário ser ainda mais didático.
Eu sei. É difícil compreender a palavra eleição que não passe pelo método de levantar o braço, única forma “democrática” conhecida pelo inspirador de algumas dessas pessoas: falo do apedeuta.
Constituição é um documento formal (porque está escrito) e material (porque contém decisões político-jurídicas) feitas pela Assembleia Nacional Constituinte.
Não custa lembrar que esse documento fundamental para o Estado Democrático de Direito é o mesmo que o Lula quis que não fosse aplicado para o Sarney em determinado momento da história e que o próprio também sugeriu que não fosse aplicado ao Lula. Se tivesse sido cumprida, hein?!
Democracia é um sistema que exige (não pede) a convivência de divergências. Alias, aquele documento de que falei (a Constituição da República) já prevê como fundamento (artigo 1, item V). Portanto, a democracia não significa que ninguém seja obrigado a acreditar em mentiras que pretendem desvirtuar a realidade do país, que envolvam o partido do governo em vasta, ampla, enorme..grande (para chegar ao objetivo didático) rede de corrupção que envolve os diversos setores estratégicos.
Majoritária é só a decisão como expressão numérica. Portanto, minorias têm o direito protegido porque, caso contrário, teríamos apenas uma opressão disfarçada, essa que quase sempre é expressa levantando-se um dos braços ou, mais recentemente, com a compra de votos no Congresso Nacional, como declarou o Supremo Tribunal Federal.
Esclarecidos este pontos penso ter contribuído, sem precisar mandar buscar nenhum professor em Cuba, para por os pingos nos “is”. Mas fica uma sugestão.
Assim como o dinheiro púbico serviu para pagamento de multas fixadas pelo STF em condenações definitivas a membro do partido do governo quem sabe fosse útil ao país e ao mundo contratar um (ou uma) para não dizerem que sou politicamente incorreto, embora esteja falando de gênero e não de espécie) professor (a) que ensine moral e civismo, português, matemática e ética. Ajudaria bastante.