Ano 14 – vol. 08 – n. 90/2026
https://doi.org/10.5281/zenodo.21793301
É um dos memes mais engraçados já vistos na internet. Não me canso de assisti-lo.
Seguramente o momento de assisti-lo mais uma vez é agora.
Não porque Pedro Álvares Cabral tenha desembarcado na Ilha de Vera Cruz, mas porque, agora, o Brasil — e o mundo, claro — foi redescoberto.
Bom, mas a realidade é que a verdade desembarcou no Brasil a partir das revelações do Congresso dos Estados Unidos: aquilo que muitos de nós sabíamos, mas que o “gado” e o “efeito manada” insistiam em proibir que se falasse: a VERDADE.
Sim. Aportou no Brasil esse valor supremo que jamais foi relativizado. Foi, isto sim, omitido, sob pena de prisão, processo e tantas outras restrições.
Eu me ponho a relembrar quantas amizades foram perdidas ou fraturadas.
Quantos embaraços foram criados.
Quantos autoritarismos foram revelados com tintas que hoje aparecem desbotadas nas escadas rolantes, nos pisos, nos banheiros e nos corredores dos locais públicos.
Quantas aulas ministrei sem a presença física de estudantes. Muitos hoje, quando me encontram, dizem terem sido meus alunos, mas eu jamais saberia se não o dissessem. As aulas virtuais são úteis, mas, de certo modo, desumanizam.
Um dia — bem mais que um — exigiram-me um atestado de vacinação em restaurantes. Era uma espécie de tatuagem virtual que lembrou a identificação dos judeus recolhidos em campos de concentração.
O que se ouvia?
“Engole o choro.”
Pois é. Aquele choro foi engolido pela certeza de que muitos se foram não pela falta de alternativas, mas por terem sido negadas algumas delas.
Falavam em comprovação científica.
Hoje, a verdade se apresenta desnuda dos especialistas e dos artistas, sem que se fale em negacionistas.
A ciência não foi feita para brincadeiras.
Ela não deve ser instrumento ideológico colocado à disposição de concessionários de rádio e televisão para ressuscitarem práticas de difusão típicas dos regimes totalitários.
Onde foi parar o genocídio?
Onde foi parar aquela estultice de idiotas úteis a entulhar as redes sociais?
O que dirão aqueles que hostilizaram profissionais que hoje veem finalmente admitido aquilo que cientificamente defendiam?
Quantos responderão pela epidemia de estupidez, má-fé, inverdades e tantas outras coisas que culminaram com processos e procedimentos impróprios e violentos?
A verdade chegou finalmente ao continente das mentiras.
Hoje, cada um de nós que acredita na ciência, que reconhece a função vital das vacinas quando sua eficiência e eficácia são comprovadas, tem ao menos o dever moral, cívico e consciente de dizer:
Perdeu, Mané! A verdade venceu.
Se você ainda é daqueles que insistem em continuar a manada apenas porque ideologicamente lhe é confortável permanecer nela, então o problema jamais foi a ciência.
Você é o vírus.
O vírus da mentira, desmentido em todos os ângulos.
Cheguei! Cheguei, Brasil!
Que nunca mais neste país se entregue um microfone em mãos erradas.
Que se cassem mandatos pelo voto.
Que se destituam autoridades pelo devido processo legal.
Era ciência que defendiam?
Pois ela aqui estava. Apenas não queriam vê-la.
Era verdade que buscavam?
Pois ela chegou exigindo que todo aquele turbilhão de palavras, mantras e discursos seja transformado em reconhecimento de culpa.
É pedir demais?
Bom, ao menos restou o meme:
Cheguei! Cheguei, Brasil!