Ano 05 – vol. 10 – n. 12/2017
Eu poderia dizer que sinto orgulho, mas seria pouco. Neste país o compromisso com a educação se revela pelo descuidado que se tem conosco, professores.
Eu tenho é compromisso! Sim, compromisso com a educação crítica do Direito, em dias em que a classe jurídica tem comprometido muito mais a democracia do que lhe dado oxigênio.
Do STF ao juízo singular. Do MP ao advogado, todos, sob o palio de salvar a pátria amada, tem auxiliado (consciente ou inconscientemente) o justiçamento, que é o contrário do Estado Democrático de Direito.
A manipulação vocabular, os discursos políticos que “jogam com a galera”, as falácias do politicamente correto são apenas alguns exemplos do que se pode constatar nessa imoderada prática de querer protagonizar o momento na busca de heróis.
Apesar de tudo vale muito a pena ser professor. Não daquele tipo que escrevem livros e esquecem o que defendem quando vestem as indumentárias que lhes servem ásperas à prepotência e à arrogância.
Sempre qui ser professor e abraço a todos aqueles que, como eu, fizeram dessa profissão um sacerdócio.
Hoje entre ministros, governadores, deputados e vereadores muitos foram meus alunos, e. Eles procurei dar o melhor de mim. Mas nada eu seria se não tivesse o carinho e a dedicação da minha primeira professora primária.
É preciso compreender que os formadores e transmissores de conhecimento recebam um novo e compromissado olhar dos governantes. Nenhuma sociedade se desenvolveu sem essa percepção.