REPÚBLICA OBSCENA

Ano 06 – vol. 07 -n. 07/2018

Quem não lembra no episódio de condução coercitiva do então investigado (hoje condenado) Luís Inácio Lula da Silva em que foi flagrado dizendo que os procuradores deveriam enfiar seus processos no cu?

Nao, não desejo ser pornográfico com os leitores. Nem conseguiria superar o que as telenovelas fazem com sua mensagem apologética sobre a

libertinagem sexual.

Muito menos a apologia de gênero que pretendem impor com a ditadura do politicamente correto.

Em evento de 2017 a filósofa Marcia Tiburi, pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido dos Trabalhadores, evocou o cu como sendo laico e pontificou:

“Nesse país em que tudo está ‘ultraneofundamentalista’, neopentecostal, neoliberal, o cu é precioso. A gente tem que libertar o cu”.

Não bastassem essas pérolas, o caldo entornou ainda mais.

Por conta de suposta prática de crime de injúria racial, o Ministério Público de São Paulo formulou um pedido de investigação contra o pré-candidato a presidente da república, Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista.

Nunca é demais lembrar- Isto apenas reforçou seu leque de destemperos (a internet está repleta de manifestações que transpõem os limites mínimos da compostura publica) e chamou a promotora de filha da puta.

A coisa não para por aí. Ministros do STF tem sido sistematicamente acusados de parcialidade, corrupção, comprometimento, enfim, tudo que desborde do que se exige de homens que integrem a Administração Pública republicana.

Então, serei eu imoral ao escrever estas palavras sem a (nem sempre) sútil substituição dos caracteres? Claro que não! Eu apenas exponho, com fidelidade, o que foi dito por pessoas que pretendem governar a mim e a você, caro leitor.

Não desejo ser pudico ao esperar que a compostura de quem tenha a pretensão de exercer um cargo político seja exigida. Ninguém pode viver em uma sociedade em que quem tem o “múnus” público de dar exemplo se lance a enxovalhar a política com palavrões que são cabíveis, mas até para eles existem locais e momentos adequados.

É preciso ficar realmente alerta. É preciso refletir seriamente sobre o que desejamos para este país, sob pena de transformarmos o Brasil em uma República da Esbórnia.

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