Ano 01 – vol. 10 – n. 13/2013
Eu gosto dos animais, menos das cobras, claro. Ah!, baratas e ratos também. Já bastam alguns que vestem terno e gravata.
Mas assisti, com certo espanto, a polêmica criada na invasão de um laboratório que usa cães para pesquisa, não sei bem de quê.
Por que não fazer experiência com o mosquito da dengue? Ou com algum político?
Bom o certo é que o que me chamou atenção foi a invasão do laboratório por guardiões da liberdade canina. E me indaguei diante do fato:
– Será se eu tiver noticia ou ouvir uma criança chorando próximo da minha casa eu tenho o direito de invadir a casa do vizinho e de lá retirar essa criança a bem da humanidade? Claro que não! Então, que raios de democracia é essa em que cada um faz o que bem entende a seu modo?!
Ontem à noite vi a informação de que alguns dos cachorros libertados estariam abandonados na rua. Mas não os tinham defendido retirando do laboratório?! E por que essa gente não se importa com tanta gente abandonada nas ruas e praças das cidades, que, com as proporções devidas, são “cachorros de laboratório”, que servem de cobaias a uma sociedade capitalista indiferente, mergulhadas, em sua maioria, no crack?!
Como disse, nada contra os animais, mas tudo contra a hipocrisia de uma “democratite aguda” que assola o país e que tem servido muito mais à pirotecnia televisiva que enfraquece politicamente o país, do que propriamente como contributo a seu fortalecimento democrático.
Defender direitos e liberdades sempre, mas sem esquecer que é a Constituição, que da suporte à lei, onde residem esses direitos e garantias, de modo que cada vez que um gesto tresloucado desses ocorre vai sendo germinada a possibilidade de sua sala ser invadida e você não terá mais a quem reclamar.