405 ANOS. O NOVO É O VELHO.

Ano 05 – vol. 09 – n. 11/2017

Queria te escrever uma declaração de amor daquelas em que o fervor da paixão escondesse as imperfeições. Contudo, não posso, nem devo. Exatamente por que te amo é que me dói admitir: não há muito a comemorar.

Não precisa muito. Basta uma breve caminhada. Centro histórico, pontes, ruas, avenidas, praias, nada escapa ao descaso.

São Luís é alvo de uma administração incompetente sob todos os aspectos. Só não está pior pela intervenção direta do governo do Estado que desempenha o papel de um “super prefeito”. Nada, simplesmente nada, pode ser creditado a uma administração pífia como a atual.

Continuo te amando, São Luís, porque por tua causa o que já escrevi firmou um capítulo no Direito Constitucional com o meu “Pre-constitucionalismo na América”. Mas não seria honesto fingir que está tudo bem.

De qualquer modo a história registra que o discurso de que o novo é melhor do que o velho não se aplica a São Luís. O jovem, com práticas velhas, são os piores. Falta-lhes apetências e competência para administrar. Sobra-lhes arrogância.

Então, São Luís, nesses 405 anos a ti apresento meu carinho mais uma vez. Lamento o prefeito que tens. Lamento o descaso que sofres.

Viva a cidade. Passem seus detratores.

VOCÊ SABE O QUE É ÓDIO?

Ano 05 – vol. 09 – n. 10/2019

De quando em vez tenho sido levado a responder, para pessoas que se dizem de esquerda, para Petistas em particular e para alguns incautos que não odeio o Condenado Lula, figura que está mergulhada num lamaçal de corrupção, ontem confirmado pelo ex ministro Palloci em depoimento perante a Justiça Federal. De forma enfática disse do “pacto de sangue” correspondendo a trezentos milhões de reais.

Pois bem, eis-me aqui, mais uma vez, para dizer que o fato de criticar o que se vê, lê, constata etc.. não se aproxima em nada de sentir ódio. Sentir ódio é, por exemplo, manipular pessoas dividindo o país, com o discurso do “nós e eles”. Sentir ódio é usar–se de mantras que acentuar um sentimento de secessão de um povo.

Criticar, não. Ao criticar Lula, por exemplo, faço-o consciente de que ele traiu a minha geração com o mesmo utilitarismo com que culpou a mulher, depois de morta, pelo que já não poderia se defender.

Portanto, posicionar-se contra não significa ter ódio, sentimento que nem de leve me envolve.

Tenho, sim, um desprezo enorme por pessoas que não conseguem compreender nem mesmo a dimensão que possuem na vida.

Esse é o caso do Lula. Um ser abjeto, já condenado, o que deve ser confirmado em segundo grau, e que mergulhou, por si e por sua interposta pessoa, o país na maior crise moral e ética de toda a sua história. “Nunca antes na história” se viu tanta promiscuidade.

Não sou eu quem diz. É Antonio Palloci. Talvez ele possa ter ódio, não eu.