Ano 10 – vol. 06 – n. 38/2022
A humanidade está muito doente. Basta frequentar as redes sociais, os telejornais, revistas e todo tipo de publicações e a constatação é certa.
Uma parte substancial da sociedade que se pensava que pensava estacionou em locuções, conjunções, repetições de mantras etc e se põe a repetir cada estupidez que chaga a dar asco.
É a geração Paulo Freire, dirão alguns. Não creio. Conseguem ser piores.
O advérbio “ali” foi promovido a sujeito da oração que só não conseguiu, ainda, vencer o advérbio “enfim”, quase sempre posto no início da sentença.
Por coisas assim, e outras mais, que uma plêiade de Hitlers não tanto enrustidos enalteceram e enriqueceram o acervo jurídico do Brasil, classificando como aborto o infanticídio.
Não adianta. Foi pena de morte aplicada sim com os mesmos requisites do dono da boca que acerta as contas com quem o engana. Podem tentar dourar a pílula mas são criminosos que conseguiram transpor os limites do bom senso, da medicina, do direito e até da sanidade mental.
A Suprema Corte dos Estados Unidos, felizmente, acabou com um erro histórico, sepultando de vez o Caso Roe contra Wade, de 1973, que entendia que a vida privada protegia o direito ao aborto. Já é um alento!
Casos como este são colocados no saco das “anomalias democráticas” aquele depósito de insanidades em que se tipifica crimes pela via judicial ou normaliza o crime com um laço de fita envolvendo o embrulho da vitimização do bandido.
Essa gente criminosa, que invoca quase sempre a democracia como adereço (desde que você concorde com o que eles pensam) é a mesma que defende os direitos humanos com um discurso tão fofo quanto contraditório. Vida é vida, gente é gente, mas há as patologias sociais, essas pessoas que falam em impulso progressista da humanidade, mas apenas revelam que são carrascos das ordálias, tudo em nome da liberdade que não foi negada a seus pais que, infelizmente, esqueceram o preservativo. Olha no que deu!