Ano 11 – vol. 04 – n. 17/2023 – https://doi.org/10.5281/zenodo.8332597
Tenho visto várias mentiras no quotidiano político. A história é rica e infindável em gênero e número. Mas há mentiras e (agora) as “Fakenews” que não passam de uma mentira importada do Tio Sam.
Nunca antes na história deste país se viu tanta mentira como as da esquerda. Como? Basta esperar pelo dia seguinte, inevitavelmente, os fatos verdadeiros destroem o teatro cínico do dia anterior. Às vezes nem se espera o dia seguinte. Dizem alguns que a depender do bafo e já se sabe o que é delírio, uma forma de mentira.
Mas vejam o que ocorreu no dia 30 de março, com alusivas manifestações de alguns tresloucados discursos.
O comandante das FFAA afirmou que não admitiria as comemorações do dia 31 de março e que puniria os militares que o fizessem. Pronto. Foi um prato cheio. Os discursos sobre golpes e golpismos logo inundaram o parlamento e as redes sociais.
Já vi essa mesma gente comemorando o genocídio comunista disfarçado de revolução. Por mais que queiram negar, cem milhões de pessoas mortas é um genocídio.
Não adianta esconder. Houve um 31 de março de 1964, gostem ou não alguns. Cabe-lhes, então, registrar como golpe de estado, revolução civil-militar, golpe militar, ditadura, enfim, o cardápio é vasto e fica ao paladar de cada um. Uma coisa, porém, é inegável: houve uma ruptura institucional no dia 31 de março de 1964 e isto não pode ser escondido de ninguém, nem mesmo dos militares, coadjuvantes ou atores principais de um acontecimento que jamais deve ser repetido.
Então, eu que não comemorei, mas não esqueci, me ponho a refletir sobre a mentira, no dia da mentira. Omitir um fato histórico no cenário político é ou não fazer de conta que nada aconteceu nessa data? Silenciar sobre o fato é ou não negar a própria história institucional, como fez o general? Ameaçar punir é ou não dizer que é preciso mentir, porque omitir o fato outra coisa não é, para que não haja desconfortos entre o chefe e o comandado?
Bom, como defensor das instituições democráticas, pela formação que recebi em casa e na escola, bem assim pela função de professor de direito constitucional, penso que um dos valores mais importantes para uma sociedade livre é falar a verdade. Não adianta querer ressignificar fatos e muito menos fingir que não ocorreram. E isto está contido no fundamento do pluralismo político, como fundamento constitucional expresso.
Sem nenhum golpe armado, hoje, dia da mentira, temos a constatação de uma verdade: o desastre está em curso a nos conduzir ao atraso no tempo, pela demonstração clara de falta de projeto de governo, apenas de poder. Ou você acha que o crime organizado está inerte? Experimente desarma-lo. Você já ouviu algo assim?
Omitir um fato é disfarçar a mentira ou dizê-la de forma suave. Mas mentir é coisa de covarde, que se senta na feira para comer melancia, fingindo que ela não tem caroço. Todos terão indigestão ao final.
Mentir é produzir “Fakenews”, coisa que se traduz no Brasil de hoje como tudo que desagrada o senhor. Não há como mentir. Mas como o Brasil está cheio de gente mentirosa escolho este primeiro de abril, e como já fui da 5ª série B, digo: “primeiro de abril, leva o burro pro Anil!”.