ENTRE LETRAS

Ano 11 – vol. 03 – n. 16/2023 – htttps://doi.org/10.5281/zenodo.8332603

A vida de professor em uma página policial é como que um relato corriqueiro nos dias de hoje.

São dramas pouco lembrados, como o da professora do Piauí que conseguiu salvar seus alunos, por eles dando a vida.

São tiroteios com morte. São invasões de escolas com agressões físicas a professores. São pais dando o mau exemplo de parar em fila dupla, insultando os empregados das escolas, enquanto seus filhos assistem (alguns) envergonhados com o que lhes sobrou para chamarem de pais.

A vida de professor já não se vê entre livros apenas. Vê-se em letras nos meios de comunicação como dramas, terríveis dramas, que têm, sobretudo na mídia, a culpada por sublimar bandidos e  criminalizar policiais. Incensar a “violência do bem”, embora contra ela se insurja apenas quando é a própria vítima, ou quando seu material de trabalho (o discurso da vítima da sociedade) é o alvo.

Até quando?

Herói, no Brasil, é quem tem a liberdade de ser racista em cadeia nacional subvertendo ideias e valores. Já nem falo de princípios no caso. Provavelmente a escassez ou a ausência seja a tradução de declarações tão abjetas.

Ou se edifica um discurso fora desse populismo infame de hoje, que ganha no apedeuta requintes de normalidade, ou estaremos fadados a nos transformar na mais desumana parcela do que um dia se pensou chamar de civilização.

Uma sociedade em que líderes constituídos se confundem com delinquentes judicialmente declarados, parece ter perdido o rumo.

Não faltam letras nem sobram armas. Apenas falta o compromisso em querer ler o que o livro da vida contém. A degeneração humana começa quando seus valores e princípios identitários são substituídos por falácias com requintes de promessas progressistas.

Professores continuarão a ser vítimas, justamente aqueles que possibilitam que os filhos de todos leiam, possam ser identificados como seres, alguns apenas biologicamente humanos, embora brutalizados pelo paradigma que está definitivamente estampado na alma de certas criaturas: a “lei do Gérson”.

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