Ano 11 – n. 15/2023 – https://doi.org/10.5281/zenodo.8332624
Eclesiastes ensina que há tempo para tudo. Infelizmente o homem, arrogando-se criador, embora simples criatura, parece não ter compreendido o ensinamento.
Houve um tempo em que muitos (eu, inclusive) acreditaram que seria verdade ser possível o amor vencer o ódio. O tempo passou e descobrimos o significado de estelionato. O mau agricultor jamais produzirá bons frutos.
A década da delinquência suportada por quem deveria denunciá-la nos fez atrasar o tempo, como se o relógio não tivesse andado. Nem adianta trazer insumos de arrependimentos porque os arrependidos de hoje participaram do plantio.
Infelizmente os interesses pessoais e corporativos não aprenderam. Insistiram em apostar no que jamais poderia dar certo.
Em circunstâncias passadas o tempo revelou que era uma questão de tempo. Eles não aprenderam com seus delitos. São eternamente deliquentes em pleno tempo de operação. Só não enxerga quem, embora tenha tido todo o tempo da vida para amadurecer, preferiu apodrecer, esboçando versões de fatos inexistentes, embora narrados como verdades que não duram vinte e quatro horas.
Mamoeiro não dá laranja, diz a sabedoria popular. Nem o enxerto permite, pelo menos até onde se tenha notícia, transformar melancia em abacaxi.
Não adianta escrever em “post It” e grudar na árvore. Ela produz o que é cultivado, desde que não apareça erva daninha.
Tarde demais para os agricultores do “arado digital” tentar regar o plantio, aplicar pesticida e esperar o sol- “consumato est”!
A horta está quase morta. Não há agricultor que consiga salvar as abóboras. Sobrou o chuchu. É esperar o por do sol.