A DEVOLUÇÃO DO PALÁCIO DOS LEÕES. EM DEFESA DA MEMÓRIA VERDADEIRA

Imagem

Ano 02 – vol. 03 – n. 04/2014

Talvez estranhe o leitor a publicação deste documento. Mas é necessário, em defesa da história, da verdade.

No Maranhão inventa-se tudo. Mas nada com dimensão tão ajustada quanto aos delírios.

Delira-se quando se fala de desenvolvimento, saúde, segurança, trabalho, estradas. Delira-se quando se fala de assistência social, políticas públicas em geral. Só não se delira quando se mente. E mente-se muito neste Estado.

Não faz muito tempo e ouvi em conversa próximo à mesa em que me encontra, a mais descabida afirmação de que o Governador Jackson Lago teria “abandonado o Palácio dos Leões”, quando do episódio que ficou registrado na história como o “maior golpe judicial” da história do Maranhão.

Não costumo ser tão enfático, a ponto de parecer grosseiro, mas posso assegurar. É mentira! É mais uma mentira de tantas que contam no Maranhão.

Fui eu que, ao ver a “imprensa porca” a serviço de um grupo político, presente no Palácio dos Leões e ávida por desfrutar de suas instalações, quem sabe, já então, de lagostas, camarões e outras especiarias, e quase comemorando a estapafúrdia decisão judicial do TSE, chamei o então Secretário de Planejamento Aziz Aboud Santos e alertei que seria prudente redigir um documento devolvendo o Palácio dos Leões.

Como abraçasse a ideia imediatamente, redigir nas dependências da segurança militar, e, depois de redigido, foi lido em presença do então Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, do Presidente da Assembleia Legislativa, de Deputados e Secretários de Estado, além de lideranças políticas.

Isto foi o que ocorreu. Esta é a verdade dos fatos. Faço o registro para que não seja mais alvo de mentiras como a que ouvi.

Um homem da integridade política de Jackson Lago jamais abandonaria o Palácio dos Leões, pois tinha compreensão precisa de sua responsabilidade. E era tamanha que, mesmo tendo sido alvo de uma violência política com a chancela judicial, soube sair pela porta da frente, deixando preservado o patrimônio histórico e cultural do Maranhão.

A integridade política e moral de muitos só o tempo transformará em história. Não a inventada, mas a comprovada como a que conto agora.

Deixe uma resposta