IMPRENSA E VERDADE

Ano 07 – Vol. 07 – n. 08/2019

O Brasil vive um dos seus piores momentos políticos da história. Sim, porque os tempos revelaram o que o submundo que se construiu silenciosamente como uma revolução cujas armas são silenciosas, mas os danos piores do que qualquer radiação bélica.

Diaria e ininterruptamente lemos pela mídia – não importa a sua forma – versões que viram notícias – de fatos que, logo após, são desmentidos com sintéticas notas que bem se assemelham à prática dos jovens de hoje: Ops! Foi mal!

Biografias são enxovalhadas pelo poder dos teclados, como se fosse lícito – jurídica e eticamente – ultrajar a pessoa humana a despeito da dignidade que todos temos e que deve ser respeitada na integralidade.

Há uma doentia prática nos “jornalistas” – sim, entre aspas – que é de entender que a liberdade de imprensa consiste em dizer o que desejam, sem que ao menos se debrucem sobre a mais primária lição de confirmar o fato para não construir versões.

Com isto digo que esses profissionais não podem ter opinião? Jamais. Todos temos o direito. Mas o que afirmo peremptoriamente é que a honestidade profissional não pode ser vencida pela obsessão da militância pessoal, posto transformar o que deveria informar criticamente em um panfleto de que visível militância político-partidária.

É o que mais se vê no Brasil, sem que essa gente se lembre que um dia jornais publicavam receitas de bolos na primeira página, porque havia uma censura cruel e, muitas vezes, bestial.

A liberdade ou se cuida ou se chora a falta.

Onde foi parar a Universidade? Em que se transformou o curso de Comunicação Social? Qual o horizonte que esperam ter para seus filhos, netos. Afinal, qual o compromisso dessa gente com seu país?

Eu realmente fico indignado com o que leio, porque muito do que se vê é incompatível com a verdade, e não importe a direção que se queira seguir. A mídia, em parte substancial, se transformou numa via de desinformação que guarda no submundo de seus interesses o ódio mais visível em cada linha: a intolerância.

A imprensa ou se autocrítica e arruma sua própria concepção do que seja verdade ou será vítima de sua própria mentira.

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