À MESTRA ETERNA, MARIA TEREZA, MINHA GRATIDÃO

Ano 07 – Vol. 08 – n. 11/2019

Soube, há pouco, que a Professora Maria Tereza Oliveira participou da última solenidade de colação de grau do Curso de Direito da UFMA.

A Mestra de gerações requereu sua aposentadoria, após mais de 45 anos de atividade na cátedra de Direito Civil.

Incluo-me entre os privilegiados por tê-la tido como professora, assim como sua saudosa irmã Maria Eugênia.

O tempo passou e nos tornamos colegas. Não poderia ser diferente. Nossos pais foram amigos, colegas e de uma convivência de respeito mútuo e admiração recíproca.

Hoje, olhando para trás, muitos são os sentimentos, um deles sinalizando o alerta de que, a partir de agora passei a ser o decano do Curso de Direito.

Continuo sendo privilegiado. Dela recebi conhecimentos que procuro transmitir. Alguns dos colegas de hoje foram meus alunos ontem, como eu fui aluno de Maria Tereza. E assim a vida segue seu curso.

Aprendi que cada um de nós carrega em si um pouco do professor que tivemos. Com Maria Tereza há razões maiores.

A doçura da pessoa, a sabedoria com precisão científica, a didática pragmática, sem perder a riqueza de exemplos, tudo regado pelo compromisso de ensinar, e condimentado pelo imensurável carinho por seus alunos.

A Universidade, que se transformou num ringue ideológico, às vezes uma Casa Verde de muitos Alienistas, não contará mais com Maria Tereza no seu cotidiano, mas o Curso de Direito a terá, para sempre, como um dos seus pilares fundamentais.

Sua vida acadêmica tão intensa, tão produtiva, tão rica, se notabilizou, sobretudo, pela discrição. A retumbante prova de que, “quem só Direito sabe, nem direito sabe”.

Obrigado, Mestra Maria Tereza, pelo que nos ensinou e nos ensina sempre. Somos frutos da mais bela árvore do conhecimento do Direito: sua sabedoria.

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