AUTORITARISMO JAMAIS

Ano 09 – vol. 01 – n. 06/2021

“Autoritarismo necessário” é o título de (chamarei por benevolência) um artigo publicado por um “colaborador” da Folha de São Paulo, como meio de “calar vozes antivacina”.

Isto partiu de um insano? De um demente? De um louco de todo gênero? De um psicopata?
NÃO!
Se destas classificações partisse seria escusável.
Partiu de quem não viu jornais publicarem receitas de bolo. De quem não viu jornalistas serem executados ou desaparecerem sem rastros.
O pior. Um dos jornais que mais sofreram com a ditadura da espaço a um indivíduo desses.
Ser contra ou a favor da vacina que tanto se fala é um direito. Há quem seja contra a transfusão de sangue por razões religiosas.
Na democracia (que não se confunde com fazer o que eu quero sempre) devem ser respeitadas simetricamente as garantias constitucionais, enquanto direitos.
Por exemplo. Discordar é um direito. Desejar a morte de alguém é um desvio ético e moral de quem pode ser pobre de espírito, mas nem por isso pode ser o impedido de falar, desde que responda pelo seu argumento.
A circunstância de pessoas se porém contra vacinas (inobstante de descabida lógica e mínima razoabilidade) não tira do indivíduo o direito de escolher a origem da vacina. Já fazer apologia a não tomar a vacina é outra coisa, impõe que o indivíduo responda por seu argumento do mesmo modo.
Em ambos os casos é a lei (aquela conquista formal expressa na Constituição desde o Sec. XVIII) a régua de limitação de direitos.
Portanto, é indispensável dizer que autoritarismo é argumento de excesso (desvio, exercício além dos limites) do poder, que não se confunde com coerção, imposição heterônoma legítima da autoridade.
Essa verdadeira tragédia que é a evocação de uma manifestação com tal proposição, com a complacência de um órgão de imprensa que deveria defender a liberdade não é coisa de louco, mas é, sim, de quem tem em si a barbarie como recurso a coadjuvar seus caráter, formado na ausência de limites.

Liberdade sempre. Autoritarismo, jamais!

Um comentário em “AUTORITARISMO JAMAIS

  1. A pergunta que faço: Porque a pessoa é obrigada a tomar vacina?
    Explico …quem toma a vacina fica protegido então aquela pessoa que não quer tomar ela está pondo em risco a sua vida é não dos outros que tomaram.
    Se uma pessoa por razões religiosas não aceita a’transfusão e assumi o risco..não seriam situações semelhantes?

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