Ano 09 – vol. 01 – n. 07/2021
Finalmente, e de forma emergencial, a ANVISA, Agência do Estado (e não do governo, como alguns supunham) autorizou o uso das vacinas.
Foram autorizadas de forma precária a utilização da Sinovac e da Oxford. A primeira, chinesa, em parceria com o Butantã. A segunda, com a Fiocruz.
É a sinalização demorada, mas nunca tardia, de combate a essa praga que tornou o mundo diferente pelas limitações e o Brasil mais gravemente doente, pela polarização habitual do “Fla x Flu” de ideias e especialistas de redes sociais.
Mas o que deveria ser comemorado a bem da humanidade transformou-se em uma pendenga eleitoral entre os que defendem o governo federal ou, mais particularmente, o presidente Jair Bolsonaro, e aqueles que se misturam em uma frente inorgânica de oposição. Ciência é cosmético que se utiliza conforme o interesse de cada argumento.
A situação é circense. O ministro da saúde com sua sutileza de elefante em lojas de cristal e a sinceridade das lágrimas de crocodilo do governador João Dória, bem revelam que há um jogo de xadrez, embora em um alguns devessem ser trancafiados. Autoridades outras tentando apropriar-se do acontecimento, como tivessem estorvo para tanto, já com achegas de sua troupe sempre a cerrar os punhos com frases que só revelam a resistência em transpor a adolescência.
A pandemia circense chega a dar náuseas.
Uma novela que se arrasta por meses e que tem no seu âmago a disputa de poder, coadjuvada pela mídia deformadora e desinformadora dos fatos.
É um circo. Nossos políticos são o que há de mais abjeto nesta humanidade. Uns vermes que deveriam ser estudados pela psicologia, psiquiatria e todas as derivantes da criminologia e ciência penal existentes. Um escárnio.
Rogo a Deus pelo êxito dessa vacinação, para que tenhamos um cenário melhor no ano que se inicia. Que vidas sejam salvas e que se possa evitar mais contaminações.
O circo continuará. Os próceres do espetáculo se aproveitarão com as atrações da “primeira enfermeira, primeira mulher negra, primeiro gay, primeiro, índio, primeiro nordestino, primeiro idoso” etc etc etc.
A imunização, que neste momento deveria ser um ato de humanização, não consegue, pelo comportamento palhaços deste circo, ir além de um picadeiro da imunização.
Perfeito. Disse tudo com maestria.