O DEDO EM RISTE OU O AUTORITARISMO INATO?

Ano 09 – vol. 02 – n. 13/2021

Carnaval! Estamos seguros de que isto na passa de uma gripezinha.
São Paulo é a expressão da alegria. Todos brincando com segurança.

Viva a Bahia! Nada nos atingirá porque os orixás tem toda.l força! Proteção! Viva!

Zé Mané, não se pode pensar em carnaval sem o Rio de Janeiro! Viva a alegria!

O carnaval “democrático comunista” de rua faz renascer a verdadeira manifestação popular legítima. São vários circuitos! Viva a ilha do Amor, a Jamaica Brasileira, a Ilha Rebelde! Viva!

Não deixe de ir às urnas! Vote. Vá às carreatas, às passeatas, são as “aglomerações do bem”! Viva!

Eleito presidente da Câmara dos Deputados em que há aglomeração e ninguém usa máscara! Que falta de responsabilidade! Que desrespeito com a vida humana.

Ora vejam só! Chegou a conta!

De repente pessoas passaram a ter uma preocupação que jamais tiveram. Esbaldavam-se em orgias e se repente desejam salvar a humanidade. Puro populismo barato, tão trôpego quando o humanismo que carregam.

É preciso que esse tipo de gente ao menos tenha a dignidade para reconhecer. Não se trata de cuidar de pessoas. Trata-se de politizar uma situação dramática, como se a ciência antes cobrada em tudo não passasse de um experimento empírico.

Prendam! Arrebentem! Confisquem! Pronto! Tá proibido! Eu apenas penso em como vou proibir. Se proíbo muito ou se proíbo pouco. Eu tenho a força!

Não queremos mortes. Ninguém, com noção humana mínima, quer. Mas muitos morreram para que a liberdade fosse conquistada. Infelizmente os que hoje não passam de estelionatários da democracia se arvoram de donos de uma “Constituição dos Campos Perdidos”.

O autoritarismo dessa gente é inato. Tolos, resistentes ao amadurecimento, acham-se definidores de experimentos científicos. Não passam de empiristas de dedo em riste. Autoritários por vocação!

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