A FLEXÃO DE GÊNERO E A ESTUPUDEZ

Ano 09 – vol. 02 – n. 21/2021

Leio, com dissabor, que o Conselho Nacional de Justiça “obriga o uso da flexão de gênero no judiciário nacional”.

Dissabor porque eu desrespeite as opções sexuais ou de identidade? Não, porque sou…, digamos assim, portador de sanidade mental, característica, aliás, em escassez no Brasil.

Mas ora vejam. Qual a razão de existir o Conselho Nacional de Justiça? Para quem sequer seja da área jurídica é fácil responder. Para aperfeiçoar o Poder Judiciário. Então eu pergunto a vocês. A flexão de gênero contribui para o aperfeiçoamento do Poder Judiciário? Respondo sem titubear: Não! E digo o porquê.

A Constituição da República estabelece de forma expressa:

Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.

Assim, esse idioma chamado “língua portuguesa” não é um dialeto. Não é hieróglifo. Não é Código Morse. É o ódio nacional que nos torna povo identificado mundialmente.

Tenho visto muitas, mas muitas imbecilidades neste país de meu Deus. O Poder Judiciário, aliás, tem se notabilizado em algumas por tornar causas de debates assuntos que eram pertinentes ao século XVIII. Quer saber quando? Quando desconhece que o advogado é função essencial não apenas quando concorde com a magistratura ou o MP.

Pois bem, assisto a uma decisão dessas e não consigo compreender como estará uma decisão como esta contribuindo para a prestação jurisdicional.

Por mais que me esforce só chego a uma conclusão. Perdeu-se o bom senso. O que dele existia como mínima medida.

Não é a flexão de gênero que transformará a justiça do Brasil em mais eficiente. Também ela não distribuirá justiça ideal com isto. Ao contrário. O populismo, a ideologia, o ativismo nefasto apenas contribuirão para a ridicularização de quem deveria dar exemplos.

O que torna o fato mais patético é ver um Órgão do Poder Judiciário impor a tantos (e na sua maioria) magistrados profícuos cumprir um ordem que não torna as pessoas iguais. No máximo revela que o Brasil está cada vez mais se notabilizando pela estupidez.

O gênero é humano, mas a estupidez é espécie.

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