A “CARTA MAGDA”

Ano 09 – vol. 06 – n. 52/2021

Não. Não pensem que se trata de um texto sobre o “Sai de baixo”, programa de humorístico da TV Globo, na época em que era prazeroso assistir a tv. Depois deu no que todos sabem. No máximo os personagens servem de alegorias.

Assim, não trato da personagem Magda a quem o Caco Antibes, um trambiqueiro divertido, tinha como bordão o famoso: Cala a boca, Magda!

No caso trato da trapalhada do senador Omar Aziz (apelidado de azia) presidente da CPI que, ao ler um expediente sobre as razões do pedido daquela Comissão, o fez fazendo referência à “Carta Magda”.

O dia não foi bom para o senador. Foi confrontado por um deputado estadual do Amazonas que disse pessoalmente que ele (e toda a família segundo alguns) deveriam ser investigados. Disse mais. Afirmou que todos os governadores deveriam ser objeto de investigação. Tudo isso deve ter confundido a cabeça.

Mas eu não posso condenar o senador por ignorar que a “Magna Charta Libertatum” imposta ao Rei João Sem Terra, passou a ser sinônimo de Constituição, o documento fundamental para os Estados de Direito.

Realmente, sem que se observe os preceitos fundantes da República Federativa, é impossível se formar um sentimento que consolide o documento e possibilite sua eficácia real desse contrato político.

A Constituição da República de tanto sofrer mutações circunstanciais impróprias perdeu a sua originalidade. Resgata-la necessita de coragem e observância à ordem constitucional, como já afirmaram inúmeros juristas de notabilidade intelectual indiscutível. Mecanismos há, no próprio Congresso Nacional.

A cada releitura uma nova interpretação. A cada judicialização uma nova opinião, e assim a nação dividida vai mergulhando no abismo.

Sabe, senador, talvez o senhor tenha razão. Ela é a “Carta Magda” para um país de Cacos Antibes.

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