Ano 11 – vol. 10 – n. 63/2023 – https://doi.org/10.5281/zenodo.8428504
O mundo foi surpreendido pela invasão e ataque terrorista do Hamas contra Israel. Uma violação a todas as regras mínimas de direito internacional e humanitário (sim, separo) de que se tem conhecimento.
Quando se poderia supor que um Estado, reconhecidamente bem armado, com um aparato tecnológico de fazer inveja, pudesse estar vulnerável a um acontecimento desses? Bom, a resposta pode ser a mesma buscada no episódio das torres gêmeas em que a América foi surpreendida.
Guardadas as devidas proporções, o que não exige muito esforço, o 8 de outubro dos israelenses corresponde ao 11 de setembro dos americanos.
Imagine um país que tem aproximadamente 470 quilômetros do norte ao sul e cerca de 135 quilômetros de leste a oeste. Cercado por países bem armados contra os quais lutou durante seis dias (e foi vitorioso) e tendo encravado no território a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Essa limitação territorial fez de Israel um dos mais bem equipados países em termos de instrumentos militares e civis, com tecnologia de ponta em tudo: da agricultura à medicina; da cibernética às máquinas de proteção, como, por exemplo, o sistema antimísseis hoje copiado pelo mundo. Não da para esperar o ataque; é preciso agir por antecipação às ameaças de invasões que se apresentam como situações potencialmente factíveis.
Certamente, no futuro, saberemos como e quem auxiliou esses terroristas, embora haja desconfiança especulada.
Toda guerra, todo ataque terrorista, todo conflito sempre produz aprendizados. Mas essa guerra já declarada, como reação ao ataque sofrido, trouxe a certeza de que, mais do que nunca, a liberdade de informação é fundamental para todos nós.
A demonstração de que as redes sociais devem permanecer livres ratifica a resistência contra os que pretendem controla-la no Brasil, em nome de um discurso democrático que não passa de uma falácia. Já imaginaram se dependêssemos só da mídia maniqueísta neste momento da história?
Enquanto a mídia tradicional subverte fatos, pretendendo nos fazer ver o que eles não conseguem enxergar (ou não querem), as redes sociais veiculam imagens que vão desde assassinatos à esmo em comemorações, imagens de idosos indefesos, e destratados como nos campos de concentração, até crianças enjauladas em pânico, diante da risada de sádicos. Nesta manhã, como demonstração da crueldade e bestialidade, foi veiculado pelas redes sociais que corpos de crianças foram encontrados degolados.
A velha imprensa do Brasil (constituída por jovens – (alguns nem tanto) alienados – viu nos acontecimentos do 8 de janeiro atos de terrorismo. O STF, de forma arbitrária, ilegal e inconstitucional segue condenando pessoas ao arrepio de todas as garantias processuais alcançadas pela civilização, retomando práticas reprovadas pelo tribunal de Nuremberg.
A mesma mídia, agora, chega ao desplante de falar em grupo armado, exército, combatentes, grupo de direita (vejam só!) faltando pouco para atribuir, como de hábito, a responsabilidade ao ex-presidente do Brasil.
Sejamos claros. É patético, um insulto ao bom senso, a falta de coragem para admitir que o Hamas não passa de um grupo terrorista que subjuga a população da Faixa de Gaza que é usada como escudo.
Felizmente alguns entrevistados já puseram em saias justas e calças apertadas alguns entrevistadores. É preciso que fique claro, de uma vez por todas, que o povo palestino não se reduz (e sequer se identifica) com esses psicopatas desse grupo terrorista. E a prova está exatamente na Cisjordânia onde os palestinos conseguem conversar como gente civilizada, apesar de todas as eventuais reservas que se possa fazer sobre os excessos eventualmente cometidos por Israel.
Terrorista é terrorista e não possui a menor sensibilidade humana. Matar ou morrer são as opções. Não há clemência.
No Brasil a coisa é de tal ordem confusa que o ministro dos direitos humanos, incapaz para o cargo, sumiu do cenário. Os assessores internacionais fazem um exercício imenso para falar em causa palestina. Enquanto isso feministas e gays de Nova Yorke desfilam com suas bandeiras, obtusos que são, defendendo esses insanos como se tivessem espaço e voz no cenário dessa gente. Não passam de insanos. Falta-lhes a sensibilidade para compreender que a questão não é ideológica, é civilizatória e humanitária, portanto, não pode ser tratada como causa partidária, mas de relações internacionais.
Esse conflito sinaliza muito sofrimento, porque há fortes indícios de que por traz está um dos inimigos declarados de Israel mais contundentes: o Iran, sim, onde o apedrejamento de mulheres é previsto e o enforcamento também.
Há famílias destroçadas pela covardia cometida pelos insanos armados.
Num cenário em que muitas mortes ainda ocorrerão é necessário orar pelo povo de Israel como pelo povo palestino. Mas é preciso separar o joio do trigo.
Espero que o Hamas seja riscado definitivamente do mapa sem piedade. Mas também espero que os palestinos consigam encontrar uma solução para sua causa que não é terrorista e, por isso é mesmo, legítima.
Deixem que os patéticos e insanos por aqui torçam como se estivessem em uma partida de futebol. De louco (diz-se) todo mundo tem um pouco. No Brasil estamos cheios deles a dizer que pessoas comuns e desarmadas são terroristas. Mas pessoas armadas, que cometem atrocidades, são só pessoas que possuem uma causa: não passam de insanos, acostumados a sublimar o crime organizado daqui, querendo transformar o terror em normalidade.
Quem sabe, agora, essa gente insana compreenda que uma organização que fala nos seus estatutos em eliminar o Estado de Israel e seu povo traduza autenticamente o que significa genocídio, tão indevida, abusiva e erroneamente utilizado no Brasil ultimamente.
Que não falte pólvora a Israel, porque inteligência, bom senso e humanismo está faltando aqui, em uma imprensa que perdeu a honra porque possui preço.
Deus tenha piedade de nós.