Ano 13 – vol. 03 – n. 24/2025
https://doi.org/10.5281/zenodo.15068813
O Brasil foi revelado ao mundo como uma potência bélica singular.
A América, por sua força e vigor de pesquisas, haverá de nos favorecer com contratos de aquisição dos aparatos bélicos para prevenir ameaças e combater agressões em todo o mundo, sempre que se depare com aqueles que desejem exterminar a civilização ocidental.
Nunca foi tão favorável o cenário. O Brasil cria o aparato químico e os Estados Unidos entram com a linha de aperfeiçoamento e concepções de modelos e formatos, provavelmente com o potencial criativo de Elon Musk que, muito provavelmente, não ficará de fora.
Se mergulharmos em uma pesquisa literária, provavelmente, encontraremos registros do uso de coisas similares pelas espiãs que entregaram suas vidas pela Inglaterra, mulheres que já foram homenageadas em películas memoráveis sobre a segunda guerra mundial. Mas era uma época embrionária ainda. Hoje não! Hoje revelamos ao mundo que nosso armamento, com capacidade destrutiva intensa, chega próximo à força radioativa e serve para identificar, classificar e enclausurar pessoas sem qualquer vestígio de dano real visível, o que transforma a ficção científica em verdadeiro delírio.
Estamos armados. Sem um tiro, sem necessidade de deslocamentos de tropas, porque a portabilidade desse artefato é tamanha que nele há quem encontre substanciais de teor e intensidade quase nuclear.
Como já não é mais segredo para ninguém, revelo em “primeira mão” alguns componentes do artefato:
“A composição química de um batom inclui ceras, óleos, pigmentos, corantes, álcoois, ésteres, conservantes, antioxidantes e fragrâncias.” É nisso que reside a “substância inflamável” que pôs em risco o monumento que só tem a espada no colo, sem balança, literalmente.
O Brasil tem uma capacidade de produção e multiplicação de uso invejáveis, pois o que antes era peculiar a uma espécie do gênero encontra agora, como consumidores e portadores armados, todo o gênero em suas mais variadas estratificações categóricas delirantes das ideologias.
Chegou o momento do Brasil no cenário mundial. Deixaremos de ser um país de duvidosa capacidade desenvolvimentista e condenado às atividades do setor primário, passando ao topo do mundo como um produtor de armas com capacidade destrutiva imensurável.
Finalmente o Brasil se transformou na pátria do batom, uma arma letal capaz de conduzir uma indefesa mulher ao cárcere, por um critério desproporcional, desmensurável e desumano.
Certo é que, no dia seguinte, o monumento em que foi usado o batom foi lavado e recuperado, sem qualquer dano patrimonial significativo, que não o do detergente e da água .
As marcas dessa perigosa arma foram apagadas. Contudo, o que jamais será apagado da história da justiça brasileira é essa condenação, como exemplo do que o Direito não deve ser.
Viva (ou morra?) o Brasil com essa mais nova descoberta.
As mulheres que se cuidem! – e alguns homens também – porque logo será exigido um porte para uso de batom.