Ano 13 – vol. 05 – n. 39/2025
https://doi.org/10.5281/zenodo.15504743
A Deusa,
com sua venda
não se põe à venda.
Se venda há
é para desvendar
sem que se venda.
Porque
vender é esconder
o que revelar deveria.
A venda não foi feita para
rostos,
nem desgostos.
Feita foi para que a sedução
mundana
não se faça desumana.
Mas se a Deusa se fizer promíscua
em braços,
ou abraços desmedidos,
eu, tu, ele e ela,
todos,
estaremos perdidos.
À venda podem se esconder rostos,
avolumar bolsos
até enclausurar em calabouços.
Venda não se presta
a ser mordaça,
em mãos desmedidas de comparsas.
Retire-se, então
a venda
quando se puser à venda.
Porque vendar verdades
é confessar mentiras
com obscenidades.
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Publicado por A PENA DO PAVÃO
Professor Titular do Curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão - Decano
Pós-Doutorado Universidade de Coimbra ("Ius Gentium Conimbrigae")
Doutor em Direito do Estado (Constitucional) - PUCSP
Mestre em Direito - FDR-UFPE
Professor de Direito Constitucional do Curso de Direito da UFMA
Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros
Membro da Associação de Ciência Política do Estado de Nova York (NYSOSA), New York State Political Science Association
Associado da Associação Brasileira de Direito Processual Constitucional
Membro do IBEC
Membro da AMLJ
Membro da ALL
Membro IMADE
Pesquisador junto a CAPES-CNPQ - Grupo de Estudos de Direito Constitucional Contemporâneo
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