O “JURIDICISMO PANDÊMICO”


Ano 08 – Vol. 04 – n. 19/2020

Espécie de comportamento que tudo judicializa em tempos de pandemia.
Quando a Itália abandonava o Direito Alternativo o Brasil o defendia vigorosamente. Na faculdade era um mantra que se ouvia vinda de um certo seguimento, que tinha na justiça a razão do Direito. O problema era descobrir num emaranhado de discussões legais e éticas, o justo.
Os Estados Unidos passaram depois a ser fonte de inspiração de jovens que se inspiraram nos cursos de verão de Harvard. Com isto o ativismo passou a desafiar a segurança jurídica. Deu no que deu no Brasil.
Lá na terra dos Pais Fundadores constatou-se que era preciso enxugar os tribunais da judicialização da política e devolvê-la ao parlamento, onde se parlamenta, não se faz escambo.
Pois aqui continuam a insistir nisso.
Sociedade que tudo judicializa se torna escrava da vontade minoritária. Ela se submete entregando o chicote ao senhor, apanha e ainda acha que deve continuar obedecendo cegamente.
Só não percebe que o seu senhor não se sente vinculado a nenhuma norma que não surja senão da força de sua chibatada.
É bom repensar.

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