NÃO APRENDERAM COM A GUERRA?

Ano 09 – vol. 01 – n. 04/2021

As redes sociais estão sacudidas pela decisão unilateral de banimento de contas como Twitter, Instagram e Facebook do presidente Donald Trump.

Não fosse a recente chegada do ano de 2021 e pareceria que estamos em plena guerra fria. Aliás, parece que ela ressurgiu sem qualquer acanhamento.

A eleição de Donald Trump foi contra todas as expectativas dos “progressistas” – que mais do que nunca se revelam de corpo e alma sectários – que imaginavam acelerar um processo muito parecido com o que Hitler propôs. Não preciso explicar, a literatura é vasta.

América First, concorde-se ou não, constitui-se em uma escolha. Ou o povo americano ou o globalismo nefasto que destrói nacionalidades.

Eu gostaria de que no Brasil a escolha tivesse sido o povo brasileiro, mas nosso caminho é em direção ao abismo, por um Poder Legislativo que demonstra não passar de um balcão de negócios, onde o “presidencialismo de coalizão” foi gestado para legitimar a promiscuidade. Ou por um Poder Judiciário que resiste em não obedecer a Constituição, mergulhando não apenas em ativismos, mas em violações constitucionais e legais, como demonstra a existência fática – embora juridicamente nula – do “Inquérito do fim do Mundo”.

Mas disso também não escapa o Poder Executivo que, a par de desdenhar de constatações científicas em algumas circunstâncias, também não compreende o poder que possui para repor o trem na linha. Lastimável.

Há momentos em que somos uma república de covardes, negligenciando a liberdade, sem que daí se possa excluir os prevaricadores omissos no dever de ofício, impunes pela capa da imunidade.

No Brasil jornalistas foram censurados, mas a turma que se põe acima do bem e do mal, silenciou. Advogados foram impedidos de exercer seu ofício, mas a entidade de defesa quase se confunde com sucursal de partido político, sinalizando até o imaginado pedido de registro no TSE. Magistrados foram calados, e mais uma vez sua representação silenciou.

Foi assim na Alemanha nazista. É assim na Venezuela, na China, na Coreia do Norte, está sendo, assim, no Brasil e nos Estados Unidos.

Será que não aprendemos nada com George Orwell? Será que não aprendemos nada com Franz Kafka? Não aprenderam com Adolf Hitler? E com Joseph Goebbels, nada?

Bom, houve gente que morreu, que fugiu, que foi humilhado, torturado, enfim, subjugado, tudo para que cada um de nós pudesse ser livre. Eles aprenderam da maneira mais dolorida, nós tivemos a possibilidade de desfrutar da liberdade. Será que não saberemos cuidar dela?

Se você acha que se trata apenas de censurar um homem você ainda não compreendeu que será a próxima vítima.

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