O BÊBADO E O EQUILIBRISTA

Ano 10 – vol. 04 – n. 30/2022

Há músicas que marcam nossas vidas pela atemporalidade. Sim, boa música é uma criação com essa dimensão. Mas atente o leitor. Falo da boa música. Esta, que dá título ao texto, é uma delas. Deve-se à genialidade de Aldir Blanc e à memorável interpretação de Elis Regina.

Entre as leituras acadêmicas e o passeio pelas redes sociais vez por outra me deparo com o esforço de conseguir entender opinões quando proferidas com a acidez da limitação intelectual e a imoderação dos ébrios contumazes.

Dizia meu saudoso pai que existem pessoas que não deixarão aos filhos nem o exemplo como herança. Pura sabedoria, porque emitir opinião não é entrar em rinhas de brigas de galo ou em picadeiro. E a sabedoria popular serve aqui; quem diz o que quer ouve o que não quer.

A Academia, durante algumas décadas, forjada na ideologia que não deu certo em lugar algum, ainda convive, em grande escala, com reacionários e fascistas que são exatamente o produto disso: intolerantes; acusam terceiros do que são.

Vale aproveitar o momento para indicar ao menos três obras que merecem atenção. São elas:

Lavagrem Cerebral: Como as Universidades doutrinam a juventude de Ben Safiro; Liberdade Acadêmica e Opção Totalitária de Antônio Paim e O Livro Proibido: Totalitarismo, Intolerância e Pensamento Único na Universidade, de Gabriel Giannnattasio.

Mas se o leitor desejar compreender o que há por trás disso tudo, deve arriscar a ler Desinformação, de Íon Mihai Pacepa e Prof. Ronald J. Ruchlak.

Dito isto, e diante de circunstâncias bem particulares, considero que pessoas que se especializam em repetir mantras, inspirados em desafios lógicos e empíricos, traduzem a prova inconteste de que nem equilibristas são, porque o álcool impede.

Observar o pluralismo político não é um favor devido, mas um fundamento constitucional expresso, daqueles que não podem ser afastados como os tira-gostos das mesas de bar.

A música é linda. Os versos reúnem um grito de liberdade em período tumultuado de nossa história – grito, aliás, que alguns pretendem abafar, exatamente porque os bêbados de hoje, sem chapéu-côco, não se equilibram mais nem na razão e não fazem “reverências mil pra noite do Brasil. Meu Brasil”.

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