A MÚSICA

Ano 10 – vol. 05 – n. 32/2022

Esta música é linda.

Foi assim que compreendi o que a vida revela.

Pode começar, como começou, com a admiração da filha de um amigo, regado a cerveja gelada do Bar do Narciso.

Daí, ao pedido de namoro, foi um périplo intenso, angustiante, mas alimentado de esperança.

O que, afinal, vale o amar se no amor não contiver a calma, a paciência, a resignação?

Amar é muito. É sintonia, é agonia, é aflição, é tesão, é recato, é cuidado, é trato.

Ah!, o amor.

O amor sou eu, somos nós todos, porque, cada um de nós, um dia fomos sonhos, que viramos esboços, que nos transformamos em desenhos.

Cada um de nós, hoje, somos paisagens de nossos pais.

Que sejamos, então, a melhor imagem de um desejo imaginado.

A música? Lhes digo. Desabafo, de Roberto Carlos. Porque, um dia, ao ouvi-la, escutei, de meu pai:

Que letra linda!

Nada mais pude dizer, além guardar em mim: um desabafo.

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