Ano 11 – vol. 01 – n. 05/2023 – https://doi.org/10.5281/zenodo.8332738
Quem não já se deparou com um meme nas redes sociais que relata: “Minha mãe já me dizia…tu vai ver coisa…”.
Adapto-o aos meus avós, porque deles também ouvi conselhos, alertas e advertências, hoje, todos úteis.
De fato minha avó Georgiana me dizia: Tu ainda vais ver coisa! Mas é melhor aprender com os erros dos outros. Confesso…, nem sempre observei o que ela dizia e a juventude e imaturidade (às vezes prolongadas) me impediram.
Já meu avô, temperamental e sábio pelo talento artístico, afirmou uma vez que São Jorge só tinha um, mas cavalo no Maranhão estava cheio.
Atribuo a intensidade da afirmação a uma crítica julgada insolente e imbecil à tonalidade do azul do céu em uma de suas obras. Logo ele, Newton Pavão, que pintou os mais belos céus do Maranhão.
Ao assistir hoje as redes sociais demonstrando o tamanho da vergonha a que o Brasil foi exposto, por declarações estapafúrdias de algumas autoridades, sem propostas concretas, e expondo o país a riscos mundiais jamais vistos em sua história e me lembrei dos meus avós, porque dos avós tive conselhos, mas de Davos vi um festival de tolices que me fez concluir:
O problema de Davos é dar a voz a qualquer um que nem de números entenda e a outro que os multiplica em proporções milionésimas. Não adianta dar voz lá fora com inverdades e cercear por cá vozes que gritam, mas só quem parece não ver coisas é uma mídia comprometida.
Meu neto, meu neto, tu ainda vais ver coisa!
Meus avós tinham razão.
Desejo que meus netos ainda tenham tempo de aprender com Nélson Rodrigues e possam, de alguma forma, evitar que eles tomem conta do mundo.