Ano 09 – vol. 01 – n. 09/2021
Quando a Dilma falou em ensacar o vento eu me diverti – e sempre vou me divertir com o fato.
Quando ela disse que quem ganhar e quem perder vai ganhar e perder, continuei a me divertir.
Quando ela saudou a mandioca eu logo percebi que a mandioca era um “ser” superior a ela e também me diverti.
Na realidade eu me diverti e continuo a me divertir com as estultices dela. Mas se há uma coisa que eu não posso desconhecer é que ela conseguiu ser vencida por alguém mais pujante do que ela. Na dimensão de tolice, claro.
Sim, ele, aquele indivíduo que um dia usou cabelos longos, mas continua a ser playboy em alguns trejeitos. O mesmo que chora lágrimas de Lacoste (crocodilo não se ajusta a suas calças).
Ao convida-la para tomar a vacina chinesa em São Paulo, prioritariamente, a Dilma recusou o convite, alegando que outras pessoas merecem ser priorizadas e que ela se sente bem. Foi o que noticiou a imprensa.
Eu poderia insistir na piada sobre a cabeça de vento, mas não o farei. Desta vez até a Dilma teve mais sensatez para suplantar o oportunismo mais explícito do que aquele choro ensaiado.
O Brasil, definitivamente não é país para amadores. Em todo o mundo – até hoje – não vimos presidentes, governadores, prefeitos ou quem deles as vezes façam, transformarem a pandemia e a vacina em espetáculos circenses e eleitoreiros. É de uma idiossincrasia a toda prova.
Mas hoje devo reconhecer que a Dilma (não sei se conscientemente, é claro) deu uma “vacina de água fria” no Dória – ou vocês achavam que aquelas calças caberiam em alguém que não fosse ele? – e desmoralizou sua tentativa de montar mais um palanque para o espetáculo obsessivo de se tornar candidato à presidência da república.
Não foi dessa vez. Perdeu, playboy!