Ano 11 – vol. 01 – n. 03/2023 – https://doi.org/10.5281/zenodo.8332750
Hoje, ao tentar publicar na rede social facebook recebi a seguinte mensagem:
“We added restrictions to your account.
Seu conteúdo vai contra nossos Padrões da Comunidade isso foi encontrado por nossa tecnologia”.
A princípio fiquei impactado, porquanto tenho por princípio fazer afirmações e postagens procurando preservar não apenas a integridade das pessoas, como a fidelidade de fatos. É evidente que já cometi os “pecados virtuais” com (raras foram as vezes) não fazer checagens. Mas é claro que fui em busca do que teria motivado essa decisão.
Deparei-me, então, com uma postagem feita em outubro de 2022 na qual eu reproduzi imagens de umas mulheres de sovaco cabeludo defecando em cima da fotografia do ex-presidente da república. Outra, em que mulheres com o mesmo estereótipo profanam imagens de símbolos católicos.
Devo registrar que não fiz nenhuma montagem. Não alterei nenhum fato. Vali-me, exclusivamente, de imagens do próprio facebook que já haviam sido publicadas por terceiros.
Estes, rigorosamente, são os fatos. Por isso a necessidade de explicar a meus amigos de redes sociais e aos leitores do meu blog (apenadopavao.com) que me prestigiam com suas leituras e considerações.
Pois bem. Lembro que critiquei há pouco mais de um dia uma publicação do ministério público deste estado por veicular a informação de um número de contato de whatsapp para que fossem denunciadas todas as pessoas que porventura tenham estado em Brasília no dia daqueles atos de vandalismo e que fossem do conhecimento de alguém. E por que fiz? Porque defendo, como cidadão e professor de Direito Constitucional (com o discernimento suficiente para não adotar determinados manuais) a liberdade do homem não apenas como direito fundamental, mas como direito humano essencial e indissociável.
Antes que alguém confunda as coisas, já me adianto. Não, não estou fazendo uma acusação a quem quer que seja, mas rememorando o perigo que é em uma sociedade que se propôs a ser democrática os riscos desse desenfreado denuncismo que se implantou no Brasil.
Quando vejo alguns profissionais das carreiras jurídicas defendendo entusiasticamente os atos de cerceamento de liberdade, é porque deixaram de agir como profissionais do direito e mergulharam na crítica sociológica progressista – sinto que corremos um sério risco.
Não posso considerar progressista quem busca fantasmas em armários; no caso, em gulags ou campos de concentração, isolamento ou segregação. Mude-se o nome do local, mas a finalidade será a mesma.
No Brasil de hoje nós temos um quadro surreal que é a liberdade de bandidos e a prisão de cidadãos que “ousaram” protestar em frente aos comandos militares. E o fizeram com a legitimidade originária do poder constituinte. Insistiram, porque já não aceitavam mais que as carreiras jurídicas, legítimas para oferecer uma certa esperança, abraçaram-se com ideologias nefastas que embrutecem os homens, triturando-lhes a inteligência na produção ideológica do rancor doentio.
Mas também lá estiveram porque, aos representantes em mãos dos quais depositaram poderes para representação, demonstraram a inoperância mais do que visível e já não conseguem sequer se manter sobre os joelhos.
O fato é que a imprensa internacional já veicula (sem acanhamento) que no Brasil de hoje há campos de concentração com pessoas humilhadas, detratadas e estigmatizadas como “terroristas”, num processo desenfreado e irremediável de ressignificações divorciadas de qualquer parâmetro de mediana plausibilidade e sequer sanidade jurídica.
Assistimos, hoje, a práticas que julgámos confinadas e enterradas no século XX. Aquilo que os livros de história registram como drama, forjado na angústia e dor do povo judeu, se vê repetido por crematórios virtuais. São próceres que se dão ao despudor irrefreável de denegrir pessoas, enxovalhar a honra, tripudiar sobre o infortúnio, com o sabor desmedido de utilizar “prints” (ou não) na sanha de denunciar. Denunciar é preciso Acusar é necessário. Estes são os verdadeiros filhos de Goebbels, arquétipo da torpeza insana que detrata a liberdade como se, mais cedo ou mais tarde, não possam ser vítimas da própria violência que hoje instigam.
Já disse por mais de uma vez. Não acredito na violência como via alternativa. E é exatamente por isso que só se pode formular um juízo sobre fatos se os acontecimentos forem levados a uma investigação criteriosa, para que se possa separar o joio do trigo. Antes disso, só mesmo a inspiração nazista pode explicar que pessoas se ponham como denfensoras de direitos humanos, mas seletivamente escolhidos porque, a esse tipo de gente, basta a contrariedade ao seu ponto de vista para uma convicção virar sinônimo de terrorismo. E ainda insistem em acusar terceiros de intolerantes!
Eu me senti obrigado a vir aqui para, além de manifestar a minha indignação quanto aos fatos, repelir a violência mais uma vez, dizer aos meus leitores que os meus escritos continuarão neste espaço: www.apenadopavao.com .
Assim que me for permitido, pela rede social facebook, efetuar o resgate de publicações, fotografias e demais textos, eu o farei porque, antes de eu (dizem eles) não obedecer aos “padrões da comunidade” é a plataforma que não me merece como pessoa a ela vinculado, já que o meu “padrão de comunidade” é viver em ambiente onde os direitos e liberdades de pensamento e manifestação sejam respeitados não pela cor da pele, não pela sexualidade, não pelas opções políticas, mas porque tenho a consciência de que o homem é naturalmente livre.
Aos filhos virtuais de Goebbles Deus há de abrir os olhos, antes que lhes falte quem lhes olhe a porta das celas ou dos crematórios.
PS: Permaneço nas plataformas a seguir.
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