Ano 13 – Vol. 01 – N. 04/2025
https://doi.org/10.5281/zenodo.14662725
Já não falta mais razão para duvidar das intenções do atual governo quando o assunto seja arrecadar. É um governo esbanjador e destituído de qualquer projeto político que não seja o de poder, com o gravame de que o método escolhido já foi repetidamente utilizado no século passado e não deu certo. Mas entre não dar certo e deixar de tentar há um abismo enorme. Essa gente não tem limites, voltou “à cena do crime”, como já disse um político que hoje se deixa acompanhar.
Essa mesma gente consegue varrer para debaixo do tapete fatos históricos como a grande fome chinesa, o extermínio de etnias, a segregação e a degradação humana em campos de concentração para reeducação, gulags e prisões desumanizadas etc., mas continua firme pretendendo que dê certo no Brasil o que em nenhum outro lugar do mundo deu. O muro ruiu, mas a obsessão é cega. Seu Paulo fez um mal e mau enormes a este país.
Não sabe de que Paulo falo? Bom, provavelmente você “estudou” na cartilha dele.
Passamos a semana bombardeados pelas redes sociais com notícias sobre as decisões das big techs que se recusaram a continuar a exercer censura sobre as redes sociais. Não há outro nome. É censura.
Nada mais espanta neste país em que um canal de televisão (uma concessão pública) que já deveria ter sido multado ou, quem sabe, até cassada a concessão, tenha produzido e difundido fakenews que afirmava combater.
Ontem um deputado federal produziu um vídeo esclarecendo didaticamente o imbróglio que foi criado com a tal “taxação do PIX”, este instrumento dinâmico e libertador que foi criado pelo governo passado.
Muitos vídeos foram produzidos por pessoas comuns e de baixa renda. Pequenos comerciantes, ambulantes, até chegar a vez dos estabelecimentos comerciais que afixaram placas informando que não aceitavam mais o PIX.
Ainda assim, do presidente da república até (seus) funcionários de uma rede governamental de televisão, como de um canal que veicula uma espécie de “Escolinha do Professor Raimundo” inspirada no personagem Washington – um jovem revolucionário criado pelo grande Chico Anysio – tentaram desmentir o que chamaram de fakenews. Diziam que o PIX não criaria nenhum imposto novo e que a proposição era apenas uma forma de tornar as coisas mais transparentes e combater a sonegação fiscal. Mas a lógica não aceita desaforos.
Não me convenceram nenhum dos desmentidos; eu confesso e até arrisco a fundamentar minha compreensão diante dos fatos.
Quem deseja transparência decreta sigilo de cartão de crédito do dinheiro público por cem anos?
O que dizer da farra judicial de devolução de recursos repatriados a quem confessou conscientemente que esteve envolvido em corrupção? Foram muitos!
O que dizer do cancelamento de multas impostas a grupos de comunicação sem a menor cerimônia?
E o que dizer sobre os prejuízos de empresas estatais que foram o palco dos grandes escândalos de corrupção nos governos do partido dos trabalhadores em plena repetição do passado?
Muitos são os episódios aos quais deram aparência de sanidade, como se tudo não passasse uma série de ficção da Netflix. Não, não foi. “Eu vi a mala, eu vi o dinheiro, eu vi a corridinha”. Tudo existiu, não há como desmentir o que foi veiculado amplamente pelos meios de difusão visual.
Bom, eu não tenho outra conclusão a chegar se não de que o Brasil foi criado para não dar certo, com as mesmas elites insistindo em defender-se com a cumplicidade que sempre existiu e que está como que sendo descoberta graças à possibilidade do indivíduo comum poder se manifestar de forma clara e direta sem intermediação.
O leitor poder ponderar que há gente que produz notícias falsas, que é misógina, grosseira, preconceituosa e até racista. Sim, há, e sempre existirá porque esse é apenas um estrato da humanidade. Mas ao mesmo tempo eu pondero e pergunto:
E essa gente que pretende censurar as redes sociais? Acaso será para salvar a democracia? Ou será que é para calar questionamentos que antes apenas não vinham a público porque a mídia carcomida pautava a agenda para todos nós?
Vejo com clareza que parte substancial do Congresso Nacional ainda não compreendeu que o cidadão não se sente mais representado e por isso mesmo sua voz precisa ser posta de forma clara e direta nas redes sociais para que todos que aí estão, coonestando com esses desmandos e abusos, sintam que a democracia direta agora é eletrônica e virtual, mas com eficácia e sem a corrupção que as emendas parlamentares (secretas ou não) são capazes de produzir.
Um fenômeno que revela muito bem isso foi a postagem feita pelo jovem deputado. Uma avalanche de visualizações. Mais de cem milhões de pessoas assistiram ao vídeo simples, didático, necessário.
Mesmo assim o governo continuou produzindo conteúdo sustentando que quem difundia as notícias sobre a taxação do PIX estaria mentindo literalmente.
Pois bem. O que fez o governo? Anunciou há pouco que vai revogar as normas de fiscalização sobre o PIX e que será assinada uma medida provisória para garantir que transações via PIX não sofram tributação. Quem mentia?
Se fosse verdade o governo sustentaria o que propôs. Mas o precedente das “brusinhas da chein” não assegura mais credibilidade. Era tudo verdade e a mentira não alcançou aquele viés utilizado por Joseph Goebbels tão reiteradamente apropriado pela esquerda. Perderam, Manés!
Como disse o deputado ou nós paramos o Lula ou ele para o Brasil. Eu já digo é: ou ele ou nós! A nossa força é nossa voz.